ESCREVER E INCENTIVAR A ESCRITA: PLANTIO E COLHEITA
Escrever não é fácil, nem para alunos e nem para professores. É comum que nós que lidamos com o trabalho de ensinar nos preocupemos mais com o planejamento das aulas em busca de seguir o conteúdo do currículo e deixemos em segundo plano nossa própria atividade de produção escrita. Quantos textos produzimos ao longo do ano? Quantas vezes temos coragem de expor nossos registros a outros colegas? É comum sentirmos um certo receio da exposição, das possíveis críticas. A maioria de nós já vivenciou uma situação em que, durante uma reunião coletiva, foi difícil encontrar alguém que aceitasse de bom grado a tarefa de escriba.
Nesse sentido, as ações de formação de professores precisam também centrar-se em práticas nas quais eles sejam motivados a ler e a escrever e sintam-se à vontade para expressar um pouco de sua trajetória, de seus sentimentos, de seus sonhos.
Em várias oportunidades as professoras produziram textos carregados de sentimentos e puderam compartilhá-los sem receio das consequências.
Reviver a experiência de produção de texto nos dá a medida certa do sentimento de nossos alunos quando lhes solicitamos o mesmo tipo de tarefa e nos torna mais preocupados com a fertilização das ideias e com o acolhimento adequado aos seus resultados. Esse cuidado na proposição e avaliação das tarefas escolares envolvendo a escrita têm o intuito de manter sempre vivas novas chances de colheita.
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